Estilos de aprendizagem: em busca das diferenças individuais
(Resenha feita por Karoline Smoliak do texto original de Lia Cristina B. Cavellucci)
Baseados em nossos próprios modelos educacionais, podemos concluir que a educação homogênea não atinge a todos de forma igualitária; o que ocorre realmente é a luta pela obtenção de padrões de ensinos pré- definidos que nunca alcançamos. E isso se torna ainda mais contraditório quando pensamos que cada ser humano é único e de características exclusivas, e por isso mesmo é impossível que todos vivenciem o processo de aprendizagem da mesma maneira.
Em um mundo de intensas mudanças a uma velocidade desenfreada, dependemos apenas da nossa capacidade individual de adaptação durante toda a vida, dentro de um processo de aprendizado constante. Devemos conhecer os fatores que nos influenciam diretamente neste processo, onde flexibilidade é a palavra-chave para entender nossos próprios mecanismos (pessoais e intransferíveis) de aprendizado.
Segundo Piaget e outros autores importantes, de uma maneira geral os fatores internos de um indivíduo e sua capacidade de vivência em um ambiente de cooperação baseiam-se diretamente na quantidade e qualidade de estímulos recebidos durante a infância e adolescência. A partir daí, o desenvolvimento de cada pessoa foca-se totalmente em suas aptidões e interesses particulares.
Mais uma vez, esta tese reforça a idéia de que nós mesmos somos responsáveis por nosso processo de construção do conhecimento, e na atribuição de significados que criamos. Estes significados podem ser relativamente fixos em cada ser humano e ainda estabelecidos nos primeiros anos de vida, reforçando a visão de Riding e Stephen (1998). Para eles a abordagem individual que responde a situações de aprendizagem divide-se em dois aspectos: cognitivo (a maneira como a pessoa pensa) e estratégias de aprendizagem (meios utilizados pela pessoa para alcançar este aprendizado).
A combinação destes dois aspectos faz com que eles se reforcem e completem-se mutuamente, resultando em um melhor desempenho na realização de diversas tarefas nos mais variados contextos, não só o educacional. Cada ser humano possui a consciência de suas limitações e preferências no processo de aprendizado, e por isso mesmo aprende a utilizar-se disso para tornar-se cada vez mais eficiente. Concluindo com palavras da autora: “Cada aprendiz tem sua história de vida, experiências de aprendizado bem sucedidas,outras nem tanto. Este conjunto de experiências serve como pano de fundo para seus aprendizados”.
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Há 3 semanas
Concordo com o que o artigo cita: precisamos aprender como aprendemos. Descobrir a nossa forma de aprendizagem, o nosso estilo.
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