Nos dias 21, 22 e 23, aconteceu o 10º PROLER (Encontro de Incentivo à Leitura). Participo deste evento há três anos consecutivo e percebo a importância desses encontros para o avanço na educação em nosso estado. Digo em nosso estado, pois nesta edição houve um aumento na participação de educadores das cidades do interior, como: Aquidauana, Bandeirantes, Dourados e Ponta Porã.
O PROLER neste ano iniciou-se com a Palestra "Leitura: um caminho para a cidadania" pela Profa. MSc. Ângela Catônio, minha professora de Literatura Regional. A palestra foi muito boa, muitas reflexões foram lançadas, assim como informações e dados interessantes. Foi mostrado inicialmente um histórico sobre a destruição de livros na humanidade: desde a destruição das tábuas dos Mandamentos por Moisés, de grandes acervos de livros durante o Nazismo por Hitler, assim como pelo governo americano no Iraque até a recente destruição de livros do Harry Potter no México. Houve uma reflexão a respeito da responsabilidade da mulher, como educadora e mãe, de incentivar os seus alunos e filhos a ler.
Ressalto aqui o compromisso que devemos ter com a leitura. E quando digo leitura, falo de uma leitura que nos satisfaça. Pois, de que adiantam lermos 5, 10, 27 livros por ano e ao final não sabermos o significado, a mensagem final, a reflexão, a mudança que um livro pode propor às nossas vidas. Por isso, convido você a encontrar um bom livro, um livro que você goste, e começar a saboreá-lo. Ler tem que ser divertido e não apenas um tempo de sobra!
Quando criança, eu não gostava de ler muito, e ainda mais, sempre me desculpava dizendo que não tinha tempo. Ao entrar no Ensino Médio, encontrei em um baú de casa vários livros que meus pais e irmãs "escondiam", heHehe. Encontrei inclusive um livro e duas coleções muito bacanas. O livro era "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, e as coleções eram sobre as Mitologias do Brasil e os Contos dos Irmãos Grimm (rarississímo, poderia dizer o Chaves!). Então, mas nunca terminei de ler esses livros não. Ainda mais porque naquele tempo achava eles "muito grosso". Pensava eu: "Vixi, vou levar muito tempo para ler isso!" Mas tudo bem. Com o tempo li alguns livros "fininhos" do Pedro Bandeira (Marca de uma lágrima, Droga do Amor e Droga da Obediência), após, "A Odisséia”, aí sim, "O Pequeno Príncipe" e encarei pela primeira vez um livro GRANDE, "Harry Potter". Depois disso, não parei mais. Neste ano já li: os últimos livros do Harry Potter (Enigma do Príncipe, Relíquias da Morte), Sinais de Esperança, Memorial do Convento e no momento estou lendo Anjos e Demônios, que ganhei de vocês DIs no meu aniversário deste ano. Bom falatório a parte, vamos ao evento.
No 2º dia do PROLER participei de uma Oficina: "A acentuação gráfica em uma perspectiva histórica" pelo Professor MSc. Gilson Demétrio Ávalos. Esta oficina foi excelente, ainda mais porque este professor foi bem dinâmico e como se diz: "tinha tudo na ponta da língua". Entre muitas coisas que ele nos ensinou, vou comentar sobre o histórico do acento crase na língua portuguesa.
Diz ele, que no surgimento das novas línguas neolatinas (francês, espanhol, português e italiano) o artigo definido feminino "a" foi alterado para a palavra "LA", como no espanhol. Neste caso, quando se usa uma preposição e um artigo em uma frase no espanhol utiliza-se "A" e "LA", exemplo: "Gire a la derecha". No caso do português, o artigo foi traduzido para “A”, em vez de “LA”. Desse modo, quando o artigo definido "A" junta com a preposição "A", para não escrevermos "Vire a a direita", juntamos as duas letras e acrescentamos a crase. Ficando: "Vire à direita". Complicado?! Bom, dúvidas me procurem, ou comentem abaixo.
No último dia, houve uma mesa-redonda sobre o Sistema de Bibliotecas no Estado. Os representantes das bibliotecas públicas, assim como das secretarias municipais e estaduais traçaram as ações para o desenvolvimento das bibliotecas da nossa região. O destaque "engraçado" do evento foi a participação do deputado Marquinhos Trad. Ele ressaltou a importância da Biblioteca em uma escola, assim como a inclusão do espaço da Biblioteca já na construção da escola. Haja vista que as bibliotecas eram "despejadas" nas escolas naquelas salas pequenas, sem um espaço adequado para a leitura.
Nessa última noite do evento, o destaque foi também como incentivar a sociedade a ler e a utilizar a biblioteca. Uma das indagações lançadas pelo público no evento foi a de uma acadêmica do curso de Biblioteconomia, ela questionou a abertura das bibliotecas públicas nos fins de semana. Sendo assim, lanço aqui uma pergunta, antes finalizar, VOCÊ IRIA A UMA BIBLIOTECA SE ELA FUNCIONASSE AOS FINS DE SEMANA? Foi uma pergunta que eu fiz para mim.
Finalizo este enorme comentário, convidando você a ver um vídeo. Este vídeo pode nos indicar a uma ação conjunta, de que para ler, é preciso começar, e ainda mais, um incentivo. E por isso, deixo aqui a minha disponibilidade para te incentivar à leitura. Precisando de algum auxílio, estou AQUI!
http://www.youtube.com/watch?v=ZCwOUdGqgdc
Após assistir o vídeo, comente comigo o que você achou sobre ele?
Forte abraço,
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